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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Final

Estávamos quase chegando a Bento Gonçalves quando foi preciso fazer a última parada: abastecer o carro do seu Arlindo.


Quando ele nos avisou que precisaria abastecer o gás do automóvel, resolvemos que nós éramos merecedores de uma reunião finalizadora da viagem, regada a pizzas e cervejas. A reunião seria na minha casa, então ligamos para a tele-entrega, pedimos duas pizzas super-hiper-megas, e compramos uma caixinha de cerveja para ajudar a descer a massa. O básico.

Na chegada a minha casa, depois que matei a saudade da minha senhôura e da minha filhote, deu-se o seguinte: começamos a tirar as muambas do carro do seu Arlindo e guardar dentro de casa para fazer o balanço. Enquanto isso colocamos a cerveja para gelar e ficamos esperando a pizza. A estas alturas, já passava das 9h30min da noite.

E a pizza não chegava...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. XII

O seu Arlindo recebeu uma ligação de uma cliente. Como eu sei? Porque a ligação entrou no celular dele e o celular repassou para o rádio do carro. Não o rádio-amador, o rádio mesmo, que toca música, manja?


O tiozinho tem um rádio no carro que está interligado ao celular pelo Blútufe. Mó marra... Aí, entra uma ligação e transfere para o rádio e ele fica falando nuns microfonezinhos do painel e ouvindo o que a pessoa do outro lado fala pelos auto-falantes do carro. Duas palavrinhas: U-au!!!!!!!

Tecnologia mén, é disso que estou falando.

Foi nesta hora que o clima no carro melhorou. Quando a gente viu o seu Arlindo atendendo a parada começamos uma série interminável de perguntas que deixou ele tri feliz, porque a nossa curiosidade fez dele uma espécie de ser superior.

- Báh, mas como funciona esta parada?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. XI

Então o Dezã ligou para a seguradora novamente, falou que não foi possível arrumar o carro e precisaria de outro táxi para nos levar a Farroupilha.

- Olha só, me manda um carro Sedan, com porta-malas grande, porque tem um monte de muambas, digo, compras e bagagens. Somos quatro passageiros!

- Senhor, vou estar verificando, pois já estivemos disponibilizando um veículo para o senhor e o veículo foi dispensado.

- Sim, eu dispensei o veículo porque iríamos tentar arrumar o carro. Inclusive eu disse isso na outra ligação.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. X

Bom, saímos do posto depois de abastecer o veículo com o Dezã pilotando a nave. Tudo na normalidade, certo? Errado. O Dezã foi trocar a marcha do carro e o cabo da embreagem acabou quebrando.

- Gurizada! Quebrou a embreagem.

- Hahahaha, mas este Dezã é um pândego... Vive a fazer troças...

- To falando sério! Quebrou mesmo.


domingo, 24 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. IX

Quando comecei a acelerar o possante, em desabalada carreira rumo a Farroupilha, eis que surge algo que nos aterrorizava os pensamentos: a fiscalização da Receita Federal. Oh, Céus!


Mas que nada, Tiarajú. Estávamos tranqüilos, pois ainda no muquifo, digo, hotel, planejamos a nossa volta contando com esta intempérie.

Parei o carro e a moça fiscal já saiu mandando ver:

- Abra o porta-malas e separem as notas fiscais de compra...

sábado, 23 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. VIII

Depois do café era chegada a hora de carregar o possante para a viagem de volta. Aí, deu-se o inesperado. Tínhamos muita muamba. Não muita na verdade, é que elas eram volumosas.


Por exemplo, o Playmobil comprou uma caixa de alfajores, aquelas bolachas recheadas de chocolate por dentro e lambuzadas de chocolate por fora. Um caixa grande, com quinze caixinhas pequenas dentro. O BÓ comprou umas garrafas de vinho, outras garrafas de azeite, e tudo veio em caixas. Caixas e mais caixas e mais caixas. Aí o Dezã chegou com as compras dele em... caixas. Acho que o único que não tinha caixas era eu.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. VII

Aquilo que seria o momento de descanso, de repouso, acabou se transformando numa luta inglória entre eu e aquele maldito colchão, que teimava em fazer um cova no meio e me impedia de me movimentar para os lados. Pindarolas! Pindarolas duplas! Pindarolas Triplas!


Eu tentava me mexer na cama e o colchão não deixava. Eu virava para um lado e o maldito me jogava para o meio. Virava para o outro, e adivinha!, o desgraçado me atirava para o centro. Pensei com meus botões “isso não pode ficar assim, não senhor!”. Então, num esforço sobre-humano busquei as últimas forças e bradei aos quatro ventos:

- Que seja! Vou ficar aqui no meio então!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. VI

Nossa experiência no Cassino de Rivera foi meio frustrante. Primeiro, para entrar no lugar a gente tinha que obrigatoriamente gastar alguma grana, uma espécie de consumação.

Na porta de entrada do Cassino fomos interpelados por alguns senhores que falavam um portunhol desesperador, mais ou menos assim:

- Queres trocar reales por pesos? Si, yo troco para ustedes...

- Não precisa, a gente tem reais.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. V

Na última ida às compras tivemos nosso primeiro problema na viagem. Bom, na verdade esse problema só foi descoberto quando chegamos à Farroupilha, mas ele aconteceu nesta volta, a última do dia.

O Dezã e o Playmobil, tri espertos, chegaram numa loja e a fila era enorme, tanto no caixa quanto no pacote. Então os guris armaram um esquema de boy em fila de banco:

- Maicon, eu fico na fila do caixa e tu ficas na fila do pacote. Vai guardando lugar.

- Boa Dezã, deixa comigo queridão!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. IV

O primeiro pensamento que me ocorreu quando vi meu quarto no hotel foi: Me dei bem prá @#$¨%*&! (isso é um palavrão, que não fica bem escrever num blog família como o nosso). Cama de casal, super-híper-mega-power-plus! É o Olimpo!

Só que a cama, querida cama, era daquelas que afundava só no meio, saca?. À noite, na hora de dormir, deitei no meio da cama e não saí mais de lá... ela afundou tanto, mas tanto, que não tinha jeito de eu rolar nem para o lado. Do jeito que deitei fiquei até a manhã seguinte. Raios, raios duplos, raios triplos!

Mas ainda não é hora de falarmos da parte noturna da viagem, afinal, neste momento ainda eram apenas 13h, e tínhamos acabado de chegar ao hotel para reconhecimento.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. III

Nesta altura da nossa viagem, reparei que as coisas estão meio estranhas pros lados da fronteira oeste. Havia três Joões-de-Barro (é assim que se fala mais de um João-de-Barro?), o pedreiro da floresta, dividindo a mesma casinha. Me intrigou isso, que até comentei com a turma:

- Tchês, o troço aqui tá tão feio que nem João-de-Barro constrói mais... tá só rebocando e dividindo aluguel. Que côsa! (eu sou um pândego!)

E assim seguimos até Rosário do Sul, vendo boi, mato, boi, mato e boi e mato. Depois de Rosário é que mudou a paisagem: Boi, mato, boi, mato, ovelha, boi, mato, boi, mato!

sábado, 16 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. II

Bom, todos nós imaginávamos que mais adiante haveria alguma guriazinha bonita nos pedágios. Aí, era até de pagar sem discutir o preço. Mas não aconteceu. Cada parada era uma mais feia que a outra. G-zuz. No fim, os sacripantas te exploram duas vezes, uma no preço e outra nas gurias que cobram. Poderiam colocar uma bonitinha de vez em quando, prá tu pagar o pedágio com gosto. Mas, que horror, eram feias, feias, feias!

Mas, nesta longa estrada da vida, vamos correndo e não podemos parar. E assim seguimos adiante, cantando, contando histórias, tirando fotos, filmando e fazendo joguinhos para nos entreter.

- Cantem uma música que tenha... paralelepípedo...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A saga de Livramento – o retorno! Cap. I

E fomos novamente.

Retomando a série de viagens em busca do Eldorado dos perfumes e bebidas e outros que tais, reunimos a tropa de elite da muambagem e nos largamos a Rivera. Porém desta vez tivemos a troca de um dos componentes do grupo. Saiu o Gu (leia a Saga de Livramento e tu vai saber quem é) e entrou o Playmobil (Maicon), que é um dos blogueiros que vos escreve. Além dele, fomos eu, o Dezã (André) e o BÓ (leia-se Be Ó, que é o Lazie).

Tudo acertado, mapas impressos, orações de proteção e cintos afivelados, partimos de Farroupilha rumo à fronteira oeste do Rio Grande do Sul.

- Livramento, aguarde que estamos chegando!!!!





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Fronteira Oeste, preocupações e precauções!

Bueno, para a nossa viagem a Fronteira Oeste decidimos que precisaríamos tomar algumas precauções, para que pudéssemos seguir em segurança e sem percalços.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fronteira Oeste lá vamos nós (Pele de jaguatirica)

Quando estivemos na Fronteira Oeste em maio de 2006, adquiri uma faca de tesoura lá em Rosário, pensando estar comprando um belo e útil objeto. Nunca foi usada. Enferrujou.


Desta vez me passa pela cabeça em comprar uma pele de jaguatirica, ou como diria o Gustavo, “uma pell de jaguatirica”. Mas receio que aconteça a mesma coisa que aconteceu com a faca.

Fronteira Oeste lá vamos nós (Histórias de vida)

Certa feita precisei fazer uma audiência em Santana do Livramento. Nunca tinha ido, portanto, havia curiosidade sobre como era a tal fronteira, mal sabia eu, que era só atravessar uma rua e as coisas continuavam praticamente iguais, afinal, com o Mercosul e a proximidade entre o Brasil e o Uruguai, parece uma coisa só, tem gente falando em português e em espanhol dos dois lados da rua.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fronteira Oeste, lá vamos nós (chegamos a um “bom senso”)

Segue intensa a nossa programação para a viagem do próximo final de semana para a Fronteira Oeste. A última grande polêmica travada entre os participantes foi em relação ao horário de saída. Por falar em participantes, o Maicon, que inicialmente não faria parte da comitiva mudou de idéia, agora decidiu que vai faltar à festa do seu aniversário para integrar a expedição.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fronteira Oeste, lá vamos nós!!

Aqui neste blog tem uma série de post’s escritos pelo Paulinho no mês de junho, são os famosos capítulos da Saga de Livramento, esses post’s são dos mais comentados pelos leitores. Pra quem não viu ou não lembra, vale a pena visitá-los, basta selecionar o mês de junho, estão lá.


Toco nesse assunto não apenas para enaltecer os belos relatos do nosso colega blogueiro, mas para informá-los que uma nova expedição à Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul está programada. Será nos dias 09 e 10 de outubro. Inicialmente iria toda a equipe do blog, mas o Maicon não poderá ir, pois teria que faltar à festa do seu próprio aniversário. Inviável.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A saga de Livramento – Final

Bueno, após terem acordado, as duas donzelas voltaram a dormir. Tivemos que abalroar novamente a porta de ambos os quartos, para que eles finalmente levantassem. Uma vergonha. E a tiazinha esperando com o leitinho quentinho e o coador.
No fim das contas, prá quem ia sair as 7 horas da manhã, conseguimos sair depois das 9 horas, com visíveis sinais de ressaca nos quatro hóspedes.
Mas antes de pegarmos a estrada, resolvemos que precisávamos comprar ainda algumas coisinhas. Nos dirigimos novamente ao país vizinho, e adentramos em uma loja de alimentos para comprar queijo, mostarda, “dulce de lecce” e azeite de Oliva. O BÓ ainda queria comprar mais algumas coisas, mas nossa cota já estava mais do que ultrapassada.
Enfim, finalizamos as comprar e nos mandamos para a estrada. O combinado era que na volta dividiríamos a direção, para ninguém ficar no sufoco, até porque todos estavam ainda sofrendo dos efeitos etílicos.
Paramos para abastecer e o Gustavo, que vinha sentado no banco de trás, com a cabeça encostada no vidro, começou a passar mal. O cheiro da gasolina estava muito forte, e a ressaca, mais forte ainda. Quase que se vai “o gato com as tripas”. Mas ele agüentou a pressão.
O Dezã, por exemplo, com medo de ter ultrapassado a cota, vinha envergando uma belíssima jaqueta de couro uruguaio, bastante distinta, não fosse o caso de estar 40º à sombra.
Os melhorzinhos, que éramos eu e o BÓ, é que vínhamos nos revezando no volante. No primeiro trecho, eu dirigi, depois ele, depois eu, depois ele e depois eu. O Dezã foi parceiro, e resolveu nos ajudar nessa empreitada, dirigindo uns 100km (andamos quase 800km, mas já ajudou).
Lá pelas tantas, o Gustavo acordou e viu que estávamos perto de um lugar onde se vendia peles de jaguatirica.
- Pára, pára, pára... olha lá, vamos perguntar o preço das peles de jaguatirica...
Paramos. Descemos. Perguntamos.
- Pele de jaguatirica? Não, não temos. Estas aí são de gado mesmo...
Pelo menos o tiozinho foi gentil e nos levou para conhecer a tecelagem dos palas novos. Sabe pala? Já escutou a música do Noel Guarany “uma vez fui na cidade, na maldita perdição, lá perdi meu pala velho que me doeu no coração...” ??? Nunca escutou??? Então vai procurar no youtube...
Tiramos umas fotos, que a máquina estava a postos desta vez, e voltamos prá estrada.
Até hoje nenhum de nós sabe como é a dita pele de jaguatirica. Mas a toda hora lembramos a viagem com saudade da ressaca.
Uma hora dessas, ainda vamos de novo.
A saga de Livramento - Cap. V

Bom, dito este pequeno detalhe da condição da gostosa, um tanto incômodo para alguns, nem tanto para outros, eis que a resposta do Quiz foi um sonoro “NEM PENSAR”!
Bueno, não devemos mesmo nos sujeitar a tudo que as mulheres nos pedem...
Após o jantar e o quiz, resolvemos dar uma volteada pelo município, para conhecer lugares novos, de preferência povoados de mulheres bonitas que porventura quisessem um intercurso com jovens promissores, de boa família, e principalmente, forasteiros. Como no velho oeste, manja?. Forasteiros em busca de bebidas, mulheres e duelos. Só não queríamos os duelos, o resto, tava valendo.
Resultado da busca? Não posso contar por envolver outras partes, mas não deu muito lucro. Que zica. Lá pelas tantas, resolvemos que aquilo não podia acabar assim. E fomos visitar um lugar onde as moças fumam, bebem e dormem tarde. Sem resultados satisfatórios também. Uma pena, pois as moças eram muito hospitaleiras... De alegria mesmo somente um duplo twist carpado do Gustavo na saída. Segundo ele, não foi um tombo, e sim uma imitação da Daiane dos Santos. Vai saber.
Voltamos para o Hotel e acabamos com o resto do Chivas, já tomando conta da casa, pois íamos direto na cozinha para pegar gelo, enquanto a tiazinha do hotel dormia o sono dos justos. Lá pelas 3 horas da madrugada resolveu-se que era hora de dormir, pois no outro dia sairíamos às 7 horas da manhã rumo a serra gaúcha. Complicado. Mas...
Sete horas da manhã eu e o BÓ estávamos de pé, prontos para a jornada. E cadê os outros dois???
- E aí BÓ, cadê o Dezã e o Gustavo?
- Sei lá... vamos acordá-los.
- Ei cambada!!!! Tá na hora... Vambora...
Que vambora o quê! Ouvimos impropérios vindos dos dois quartos, seguidos de resmungos e insinuações sobre a castidade de nossas genitoras. Mas insistimos até que Batman e Robin resolveram acordar.
Enquanto os mesmos se banhavam, não juntos que fique bem entendido, eu e o BÓ fomos tomar nosso café da manhã.
Cara!, a tiazinha do Hotel vinha com leite e com um coador para não derramar aquela natinha que fica no leite fervido, saca??? Um amor de pessoa... ela foi inclusive comprar mais pãozinho quentinho prá nós. Um dia ainda vamos visitá-la novamente.
E nada da dupla dinâmica descer.

O que teria acontecido?
Não perca, em mais um capítulo efervescente de A saga de Livramento...

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