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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Extinção do Ministério do Trabalho


O Presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje que o Ministério do Trabalho será extinto e suas funções incorporadas a outra pasta.
É necessário que fique muito claro que as atividades realizadas serão mantidas, portanto, as funcionalidades atualmente sob a titularidade do MT, apenas serão alocadas em outra estrutura ministerial, ou melhor falando, num Ministério que não será o do Trabalho.
Particularmente sou contra.
Importante frisar que a minha contrariedade nada tem a ver com a retórica que já vem sendo externada por parte dos que também não concordam, de que a extinção do Ministério do Trabalho implicará num retrocesso da relação capital e trabalho, com perdas para o trabalhador.
Deixo claro também, que não concordo com boa parte da atuação do Ministério do Trabalho, ainda mais no que se refere às suas intervenções que muitas vezes inviabilizam os meios de produção que geram o desenvolvimento do país.
Ainda assim, discordo da medida.
O Ministério do Trabalho, a meu ver, não deve ser extinto, mas sim reformulado, repensado. Se é verdade que a sua extinção será no campo formal, com suas atribuições e atividades mantidas, essa é uma verdade incômoda, pois a atuação do MT como está, é deficitária e inadequada.
Entendo que seria mais interessante manter o Ministério do Trabalho e fazer mudanças profundas na sua forma de atuação de modo a torna-la mais moderna e adequada às atuais relações de trabalho.
E então sim, reformulado para uma atuação moderna e coerente, teríamos um autêntico Ministério do Trabalho, que, credenciado pela força do seu nome e sua institucionalidade, tornaria mais viável e legítimo o desafio de manter a boa vivência do capital e o trabalho.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As escolhas do Presidente


A decisão do Presidente Jair Bolsonaro de convidar Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública é completamente compreensível. A simbologia da escolha, aliada a incontestável competência do agora Ministro Moro, forma um conjunto virtuoso que nos leva a um otimismo natural.
Temos um Presidente eleito que tem se caracterizado pela objetividade, pela simplicidade e por escolhas teoricamente cirúrgicas do ponto de vista de adequação para formação do seu Ministério. Portanto, até o momento, nada a retocar, tudo saindo melhor que a encomenda.
E ao que tudo indica, o que vem pela frente são novas definições acertadas, o que nos dará tranquilidade quanto à composição do Executivo Nacional.
Após composta a escalação do time e após passado o frenesi pelo anúncio de cada novo nome, virá a realidade, a vida real. E o Congresso Nacional. E é aí que mora o perigo.
Temos, é verdade, um Congresso renovado, com diversos nomes do passado barrados nas urnas. Isso é muito bom para o novo governo que se instala.
Teremos também uma lua de mel no início do mandato, que se espera, seja a mais duradoura possível. E é aí que o Presidente terá que usar de toda a sua objetividade e simplicidade para aprovar medidas importantes e polêmicas, como as reformas da previdência e tributária, entre outros pontos nevrálgicos do cenário nacional.
Lembremos que algumas das propostas do novo governo demandarão maioria absoluta em ambas as casas do Congresso Nacional!!! E aí, em se tratando de Brasil, dificilmente será possível abrir mão da tradicional política do “toma lá dá cá”. E não porque o Presidente seja desonesto ou igual aos demais que já fizeram a mesma coisa. A questão aqui é matemática, ou faz alianças muitas vezes espúrias, ou simplesmente não governa. E, em não governando, perde força, perde popularidade, perde poder.
Por isso tenho dito que o momento é de apoiar as escolhas do Presidente e torcer para que sejam sempre muito bem acertadas, independente de cores partidárias, preferências ou ideologias.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A bola pune


A direção e parte dos torcedores do Grêmio estão inconformados com a derrota frente ao River Plate na noite de ontem pelas semifinais da Libertadores e agora há a sinalização de ingresso com recurso junto a CONMEBOL, com objetivo de reverter o resultado de campo.
Particularmente, na condição de torcedor gremista, entendo que tal atitude não está a altura da história e das glórias do Grêmio.
É claro que em tempos que assistimos a justiça triunfar sobre os infratores das regras, testemunhar um ato de “malandragem” do treinador do River ao utilizar o rádio para se comunicar com o banco de reservas e no intervalo usar um disfarce para dirigir-se ao vestiário afim de dar orientação aos seu jogadores, de certa forma nos deixa um tanto decepcionados por perceber que, mesmo com a evolução da humanidade em termos de atitudes éticas, ainda ocorrem atitudes com a finalidade de obter vantagem indevida.
Por outro lado, a um dito popular que diz: “o cano não enferruja da noite para o dia”. É evidente que na temporada de 2018 o rendimento do time do Grêmio não é o mesmo de 2016 e 2017, quando provavelmente fatores extracampo, tão comuns ao futebol seriam superados pela qualidade do time. A verdade é que o Grêmio vem jogando mal, não é de hoje e nada de concreto foi feito para retomar a velha forma que nos trouxe alegrias no passado recente.
Portanto, valer-se de fatores ocorridos fora das quatro linhas para reverter uma situação criada dentro delas, me parece inadequado.
Que haja uma punição severa ao River que sirva de modelo para inibir novos acontecimentos. Se for a perda da vaga ou do título, que assim seja, mas que isso não seja convertido em prêmio para o perdedor, porque afinal de contas, ele perdeu.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Eleições: passado, presente e futuro



Encerramos uma manifestação da democracia no Brasil com o término do pleito eleitoral que levou Jair Bolsonaro à Presidência da República.
  • O passado ficou para trás no calendário, mas continua sendo analisado para a compreensão do presente e projeção do futuro.
  • O presente é de euforia em uma “certeza” de dias melhores, que há muito não se via na nação.
  • O futuro, bom, o futuro já não é mais como era antigamente. E é ele que nos interessa.

Pelo meu voto o futuro não ficaria nas mãos de nenhum dos dois candidatos finalistas. Mas agora está nas mãos do eleito e é por ele que devemos torcer.
O resultado das urnas deve ser respeitado por vencedores e vencidos.
Quem ganhou deve respeitar o resultado cumprindo o que prometeu, governando para o bem comum, portanto, também para quem escolheu outra opção.
Quem perdeu deve entender que o vencedor é legítimo, precisa governar e isso implica em colaboração, sem deixar de fazer a necessária oposição.
Respeitar o resultado das urnas significa saber ganhar e saber perder. E principalmente saber porque ganhou ou perdeu.
Na eleição passada o perdedor não soube perder e o ganhador não soube ganhar. 
O perdedor questionou o resultado, tropeçou nas próprias pernas e seu resultado foi desastroso. 
O ganhador não honrou os votos que recebeu e o que se vê é um fim de mandato – ou o que sobrou dele – dos mais melancólicos da história.
Enfim, estamos diante de uma oportunidade de fazer dar certo e cada um de nós pode dar sua contribuição, independente de cores partidárias, de preferências pessoais, da esquerda, da direita de Bolsonaro ou de Haddad.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Eleições X Opções II


Chegou a hora do segundo turno, aquele que definirá o próximo Presidente de Republica.
Retomo o assunto sem sequer trocar o título do post porque opções que tínhamos no primeiro turno são as mesmas do segundo, apenas necessitando de uma homologação prevista na lei.
Jamais pregaria o voto branco ou  nulo, pois votar, ainda que num país em que o voto é obrigatório, trata-se de um ato de cidadania, portanto, entendo que deve ser exercido na sua plenitude e isso implica em fazer uma escolha entre as opções possíveis.
Votar, num ou noutro candidato à presidência, entretanto, não será mero ato de cidadania, mas sim um esforço hercúleo contra uma ponta de vontade de anular o voto.
Votarei. Votarei sem convicção, num candidato que não gostaria de ver eleito. E isso vale para os dois concorrentes.
Vote você também, mas o faça de acordo com a sua consciência, não com a consciência das redes sociais, pois nelas há mais paixões perigosas do que a tão necessária razão que o momento requer.
Aliás, se alguém lesse esse texto, sugeriria que procurem ler os blogs e sites independentes que publiquem textos produzidos com alguma medida de razão e originalidade, ao invés de passar horas do seu dia curvando o pescoço nas redes sociais vendo o mero compartilhamentos de repetidas bobagens.
Bom voto a todos e que vença quem vencer.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Eleições X Opções


No próximo domingo o povo brasileiro vai às urnas para votar na eleição mais importante das últimas três décadas.
Em 1989 passamos por um momento parecido, quando tivemos a primeira eleição direta para Presidente da República, depois da redemocratização do Brasil.
Lamentavelmente, nesse período 30 anos que data do apagar das luzes da década de 80 até o momento atual, pouco mudou. E o que temos de novo, é pior do que era antes.
Se lá em 1989 pelo menos alimentávamos esperanças com a possibilidade de eleger o “caçador de marajás” ou o “operário” que ajudaria os pobres, hoje em dia estamos divididos entre a ameaça de retorno do regime militar e o plano orquestrado por um presidiário.
Não bastasse isso já ser trágico, no meio desses extremos, o que temos não dá nem pra dizer que o povo poderia escolher coisa melhor do que apontam as pesquisas: ora um candidato que promete tirar as pessoas do SPC, ora o que reprova a volta da CPMF, criada pelo seu próprio partido quando esteve no poder.
Não vou nem falar nos candidatos periféricos das pesquisas de intenção de voto, que vão desde milionários banqueiros, até aos que prometem estatizar as empresas privadas. Tem também um que passa o tempo todo gritando “glória Deus!!”
O cenário, portanto, caros leitores, é deprimente, assustador, de incertezas sobre o futuro e da certeza que o presente não aponta nada de promissor no horizonte.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Eleições e Redes Sociais


As eleições estão chegando e o que se vê não é nada agradável. As redes sociais estão cheias de opiniões para todos os lados. Opiniões que não se sabe ao certo de quem, pois são compartilhamentos de alguém que disse, que viu, que filmou, que fotografou, que, enfim, fez aquilo chegar até nós.
Algumas poucas postagens carregam algum conteúdo aproveitável, enquanto a maioria são agressivas, cheias de ódio e de crença que a única via correta é aquela de quem postou, sendo as demais reprovadas com veemência, criticadas, descartadas.
A cada nova eleição as redes sociais assumem papel mais importante. As mudanças na legislação que estabelece o horário eleitoral no rádio e na TV fizeram a tradicional propaganda minguar, cedendo espaço para os novos meios de interação social.
Particularmente optei em não me manifestar; se o fizesse, faria através de uma opinião própria, escrevendo ou falando sobre o meu posicionamento. Mas definitivamente, isso não vale a pena, pois se fosse fazê-lo, certo ou errado, estaria eu sendo original, autêntico. E quem se importa com autenticidade ou originalidade?!
A era é do compartilhamento e não do pensamento, da reflexão, da produção própria de conteúdo. Pensar, refletir, produzir, dá trabalho. Compartilhar, não. Então, compartilha-se tudo aquilo que está mais ou menos afinado com o que defendemos, mas não refletimos sobre o que estamos compartilhando para avaliar se realmente estamos dispostos àquela exposição, se realmente estamos acometidos de todo aquele ódio, de toda aquela crença do que estamos compartilhando. Simplesmente compartilhamos porque aquilo está pronto.
E o fenômeno que decorre desse comportamento meramente reprodutor de algo feito sabe-se lá onde, por quem e em que circunstâncias, é a revelação de personalidades totalmente diferentes das que conhecemos na vida real.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A condenação de Zeca Camargo

Circula a notícia da condenação imposta ao jornalista Zeca Camargo a pagar indenização de 60 mil reais para a família e empresários do cantor Cristiano Araújo, morto vítima de acidente de carro em junho de 2015.

A juíza que julgou o caso, entendeu que Zeca Camargo foi desrespeitoso coma família do cantor ao publicar uma crônica que questionava os excessos de comoção e cobertura da mídia em torno do acidente que vitimou o cantor e sua namorada Allana Coelho.

A família e os empresários alegam que Zeca Camargo teria menosprezado o acontecimento ao questionar o quão ídolo e conhecido seria Cristiano Araújo, ao ponto de todas as emissoras de televisão – inclusive a Globo, onde trabalha – interromperem suas programações para noticiar o fato.

Não sou fã de Zeca Camargo, mas não concordo com a condenação.

É bem verdade que para a família que perde um ente querido, independentemente de ser famoso ou não, o sofrimento é irreparável e de difícil absorção. E nesse sentido, é compreensível que, profundamente machucados, os familiares ficam rigorosamente sensíveis e por certo se sentem agredidos com qualquer manifestação que diminua ou deprecie a figura daquele que partiu.

Daí a pleitear uma indenização porque um formador de opinião questionou os excessos midiáticos em cima do caso, tendo em vista que, de fato, não se tratava de um grande ídolo nacional, me parece exagero, cerceamento da livre manifestação e abertura de um precedente perigoso em tempos de exagerada ênfase ao politicamente correto, em detrimento da liberdade de exposição de pensamento.

É salutar que o Poder Judiciário esteja vigilante e puna atitudes discriminatórias e desrespeitosas sofridas pelas pessoas em todas as escalas. Mas vamos um pouco mais devagar. Está ficando demais. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Julgamento de Lula - Opinião

Hoje ocorre no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, um dos maiores julgamentos da história do Judiciário brasileiro. 

Enquanto a defesa de Lula pede a absolvição alegando a falta de provas, o Ministério Público busca a confirmar a condenação de primeira instância, inclusive com aumento da pena.

Há até questionamentos sobre a celeridade do Poder Judiciário no julgamento do caso, vejam a que ponto chegamos.

O clima é de tensão em Porto Alegre. Ruas estão bloqueadas. Movimentos de ambos os lados se mobilizam, cada um do seu jeito e com as suas convicções políticas.

O resultado já é líquido e certo: a condenação de Lula. Basta saber se a pena será apenas mantida ou aumentada. Acho que aumenta.

Particularmente, acho que a decisão que irá confirmar ou aumentar a condenação pouco importa, ainda que no seu entorno haja uma grande simbologia.


A decisão condenatória que será prolatada, sem adentrar no mérito da robustez ou não das provas, virá dizer aos brasileiros que o Brasil está mudando. E se for verdade a afirmação de Lula que ele é o “ser humano mais honesto do mundo”, que então essa “condenação injusta”, sirva para mostrar que não basta ser honesto, tem que parecer honesto. E Lula não parece. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Algemaram o Sérgio Cabral. E daí?

A discussão é sobre o procedimento da Polícia Federal ao algemar e acorrentar o presidiário Sérgio Cabral quando da remoção do elemento de uma cadeia para outra.
Com todo respeito à imprensa que noticia o fato, entendo que isso não tem a menor importância, independente de uma Súmula do STF regulamentar o uso de algemas.
O procedimento da Polícia Federal me pareceu perfeito, pois se trata de um réu preso de alta periculosidade, que poderia tentar fuga e colocar vidas em risco durante a operação.
Ou alguém ousa dizer que o Sérgio Cabral não é um bandido perigoso?
Se um bandido que mata uma pessoa pode ser considerado perigoso, aquele que mata centenas nas filas dos hospitais, para citar apenas um exemplo, é menos ou mais bandido que o outro?
Onde está a maior ou a menor violência?
O que muda é o método de matar e o tamanho estrago feito, diga-se de passagem, imensamente maior no caso dos crimes praticados por Cabral. Mas não a violência!
Diz a defesa do réu condenado que a atitude foi “animalesca”. Talvez, mas não mais animalesca do que a maldade praticada por esse delinquente com o povo.
Então, diletos leitores, concordo plenamente com a Polícia Federal ao algemar e acorrentar um bandido durante uma operação determinada pela Justiça.
Não se trata do “olho por olho, dente por dente”. Definitivamente, não, pois nem de longe a suposta exposição do réu foi mais grave do que a exposição que ele causou ao povo ao roubar cifras inimagináveis.

E se a Justiça determinar seu retorno ao SPA do Rio de Janeiro, com presunto de Parma, TV 65 polegadas, entre outras regalias, que ao menos seja algemado e acorrentado. Como deve ser tratado um bandido perigoso.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O texto do Paulinho e os Smartphones

Dias atrás o Paulinho publicou esse texto aqui no blog. Como lhe é peculiar, fez uma abordagem inteligente e reflexiva, para ao final tecer sua crítica às chamadas Fake News, as falsas notícias que são publicadas, reproduzidas e compartilhadas nas redes sociais até o ponto de parecem verdadeiras.
O texto é simplesmente fantástico, se não acredita, CLIQUE AQUI.
E tem algo nesse texto que chamou demais a minha atenção. É quando ele diz: “interpretação de texto parece em falta no mercado”.
Sábias palavras!!
E iria além: interpretação de texto não parece em falta no mercado; ESTÁ em falta no mercado.
É aterrorizante observar o comportamento humano nas redes sociais. E mais aterrorizante ainda é observar o comportamento físico das pessoas com seus inseparáveis telefones celulares.
Para onde quer que se olhe, nas paradas de ônibus, nos restaurantes, no shopping, na fila do supermercado, enfim, em qualquer lugar que seja, lá estão as pessoas vidradas em seus Smartphones.
E fazendo o quê? Lendo esse texto é que não!!
Estão nas redes sociais “lendo” e multiplicando merd, digo, “conteúdo” de todo gênero. E pior: sem saber se é falso ou não, sem analisar se aquilo é relevante ou não.
Interpretar, como falou o Paulinho, nem de longe passa pela cabeça dos corcundas do Smartphone, afinal, interpretar é coisa do passado. Vivemos a era do compartilhamento, seja lá do que for.

Mas há algo de bom nisso tudo, sempre há: como ninguém lê nada direito, nem interpreta nada, por mais idiota que seja o “conteúdo” compartilhado, ele ficará só pulando de macaco em macaco, digo, de Smartphone em Smartphone, apenas criando confusão para quem não lê e sai compartilhando “coisas”. (sinônimo de coisas é isso mesmo que você está pensando).

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um Drone em Congonhas – não tem jeito

As notícias do dia informam que ontem o aeroporto de Congonhas ficou fechado por duas horas, devido a presença de um drone na cabeceira da pista.
Aproximadamente 35 pousos precisaram ser desviados para Cumbica, Viracopos, Ribeirão Preto e até mesmo outros estados. Centenas de pessoas tiveram seus planos interrompidos, modificados, atrapalhados.
Entre essas centenas de pessoas, haviam médicos, pacientes, empresários, advogados, juízes, pessoas viajando a passeio, enfim, cada uma com suas demandas, seus problemas e soluções.
E aí, um drone, simplesmente atrapalha tudo e faz com que essas pessoas tenham que mudar seus planos. Isso sem contar nos custos para as empresas, para o sistema, enfim para todos os envolvidos, pois obviamente, o desvio de 35 voos, naturalmente envolve um custo financeiro importante.
Esse tipo de situação apenas confirma a situação deplorável do Brasil em termos estruturais, éticos, políticos, econômicos. Um país de dimensões continentais, precisa praticamente parar o seu principal aeroporto porque alguém decidiu sobrevoar a pista com um drone.
A Polícia Militar foi acionada, utilizou um helicóptero águia para sobrevoar a região na busca do (i)rresponsável por essa travessura, mas segundo ao site G1 ‘sem sucesso”.
Ou seja, não tem jeito, a única alternativa é orar e torcer que ninguém mais tenha a brilhante iniciativa de sobrevoar com drone os aeroportos brasileiros, ou então teremos que parar nossa malha aérea e esperar a saída desses objetos voadores quando seus operadores bem entenderem. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Reforma Trabalhista entra em vigor

A Reforma Trabalhista que entra em vigor neste sábado, 11 de novembro, altera pontos importantes da CLT que há longa data vinham sendo questionados devido à sua precariedade, seja pela dificuldade de cumpri-los, seja por estarem desatualizados, já que o texto original da Consolidação das Leis do Trabalho data do ano de 1943.
Analisando de forma geral e sem adentrar nos pormenores dos principais pontos da Reforma, percebe-se que a legislação ficou mais leve, prática e sintonizada com o momento que vivemos.
A meu ver, considerando o atual cenário econômico de sérias dificuldades para as empresas se manterem saudáveis no mercado gerando dividendos para os empresários e empregos para as pessoas, a Reforma vem em boa hora, pois desonera determinadas verbas trabalhistas, facilita procedimentos e flexibiliza regras da relação de emprego, o que seguramente irá encorajar as empresas a gerar mais postos de trabalho formais e outros meios absorção de mão de obra, reduzindo o flagelo do desemprego que assola boa parte dos brasileiros.
Além disso, regras relativas ao Processo Trabalhista foram modificadas, exigindo um pouco mais de cuidado por parte de quem demanda perante o Judiciário, evitando exageros nos pedidos sob pena de, no mínimo, ter que arcar com custas e honorários, caso não haja o reconhecimento das suas pretensões na decisão judicial.
Nesse particular, portanto, a Reforma veio corrigir anomalias frequentes na Justiça do Trabalho, por vezes palco de absurdos protagonizados por supostos direitos pleiteados sem qualquer fundamento fático.
A Reforma Trabalhista traz ainda o fim da contribuição sindical obrigatória, sendo este um dos seus pontos polêmicos. Aqui também me parece ter acertado a Nova Lei. Não tenho absolutamente nada contra os sindicatos, muito menos é finalidade deste post entrar nesse mérito. Penso apenas que obrigar o trabalhador a entregar parte do seu salário a quem quer que seja não é correto, sob pena de priva-lo da decisão sobre a destinação que dará do que auferiu com a força do seu trabalho.
Por fim, existem e não podem ser ignorados alguns pontos da Reforma que sugerem possíveis perdas de diretos por parte dos trabalhadores, notadamente com pontuais mudanças em regras de saúde e segurança no trabalho que, se manejadas de forma inadequada ou de má fé por parte de empresários mal-intencionados, poderão afetar de forma prejudicial da relação de emprego.
De modo geral, portanto, numa análise rápida e sem a pretensão de esgotar o assunto, a Reforma Trabalhista é positiva.

Resta esperar e torcer para que os seus desdobramentos, na prática, sejam os melhores possíveis e contribuam para melhorar a vida do sofrido povo brasileiro vítima de tantas injustiças, mas que na sua imensa maioria é ético, correto e de dotado de boa índole.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Momentos intrigantes. Eduardo Cunha não vai delatar

Quero falar de Política, para não dizer Politicalha, já que esta sim tem imperado no país. Noto um arrefecimento no cenário político dos últimos dias. Passada a votação da denúncia contra o Presidente, cujo resultado já era esperado, ao que parece estamos vivendo o começo de um final, ainda que um final provisório, uma pausa, uma trégua.
As notícias de Porto Alegre, de Curitiba, de Brasília, do Brasil, em geral nos trazem mais do mesmo: julgamentos pendentes, delações, acusações, negações e agora a (não) delação do Eduardo Cunha. Diz ele que não vai delatar.
Vou ficar com essa última. Bom, considerando se tratar do Eduardo Cunha e do fato que as delações andam de baixo para cima, ou seja, os criminosos menores têm suas penas reduzidas em troca de informações para condenar criminosos maiores, fico aqui pensando se ele teria muito, ou pouco a delatar já que se trata de um “bandido TOP”, portanto, ocupando cadeira entre os maiores.
Teria o ex deputado algo tão bombástico a delatar que não acabasse recaindo em mais e mais evidências sobre sua conduta delituosa?
E se a sua delação implicar na revelação de crimes dele próprio ainda desconhecidos?
Não esqueçamos, nem por um segundo, que estamos falando de um bandido da mais alta patente, por isso, tudo o que nossa “vã filosofia” possa imaginar será apenas suposições. Certamente outras dezenas de hipóteses podem ser ventiladas para explicar a (não) delação de Cunha.

E com toda certeza, nenhuma delas é porque ele se arrependeu pelo que fez e pretende cumprir integralmente sua pena para voltar ao convívio social recuperado.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Eike Chegou ao Brasil!!

Eike Batista, ex bilionário e ex foragido está de volta ao Brasil depois de passar uns dias em Nova York. Agora vai se entregar à Polícia e será preso.
Como será a cela onde ficará Eike? Tecnicamente, deve ser uma cela comum, pois ele não tem curso superior.
Mas, se ele sabia que poderia ser preso, por que não providenciou um diploma de curso superior?!
É claro que comprar Sérgio Cabral e outros vigaristas que segundo a Polícia Federal ele comprou, é muito mais fácil que comprar um diploma; Sérgio Cabral e a turma dos diamantes, são bandidos, caros, mas bandidos, ou seja, se coloca preço. Diploma é algo que se conquista pelo estudo.
Mas, convenhamos, num país com as características do Brasil, não seria absolutamente nada absurdo que Eike Batista tivesse comprado um diploma. Não comprou. Vai pra cela comum, ou provoca alvoroço do povo, já não tão alheio aos maus feitos, caso vá para uma cela especial.
Obviamente não vai para uma prisão tipo Presídio Central de Porto Alegre, ou Alcaçuz. Mas tem que ser cela comum.
E, obviamente, onde quer que seja preso, não vai querer ficar por lá. Vai abrir o bico. É mais uma delação premiada, de tantas já ocorridas.
Veremos as cenas dos próximos capítulos.
Quem serão os novos presos delatores?
Quais os destinos da Operação Lava jato?
Quais serão as próximas decisões do Juiz Sérgio Moro?
Lula, Dilma, Aécio Neves, Temer, Renan Calheiros, Lazie Wouters, Paulo Ricardo Goulart, Maicon Forcellini, quais serão as novas peças deste quebra-cabeça?

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O salário do Juiz

Lê-se aqui e acolá que o Juiz Sérgio Moro recebe salário acima do teto dos magistrados, devido a incorporação, legal, de algumas vantagens que se são legais, não vem ao caso. 
Uma parte dos que escrevem sobre isso, embora citem se tratar de incorporações legais, alegam que o valor fica muito acima da realidade brasileira, e questionam a sua moralidade.
Eu, particularmente, além de não questionar a moralidade, seja lá quanto for o tal salário, acho pouco. E quem escreve falando em moralidade (ou a falta dela), independente do partido político a que pertence ou da corrente que defende, deveria pensar no que tem representado Sérgio Moro para a humanidade.
Se ele comete erros?!?! Felizmente sim!! Do contrário, essa impressão que nos passa de ser um super-herói, logo, logo, poderia se tornar verdade. Mas sim, comete erros. Ufa!! Ele é humano. E dos bons, uma verdadeira máquina de prender bandido.
Diz-se no meio jurídico que não há lei boa quando o juiz ruim e que não há juiz ruim quando a lei boa. E é verdade; o Sérgio Moro é a materialização disso, quando leva ao limite os rigores da lei pra prender vagabundos e quando limita a interpretação dos favores da lei pra  manter a vagabundagem impune.   
Portanto, independente do salário que recebe Sérgio Moro, é pouco e não imoral. Imoral mesmo é a turma que já está na cela e os que estão na fila para entrar.

E só para encerrar o assunto: se o valor do salário do Moro fosse imoral, o que dizer dos valores roubados? 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Tempos Difíceis

A semana que se encerra teria assunto para vários post’s, ou então para um post gigantesco.
Mas como o Blog anda meio devagar e os blog’s de modo geral meio fora de moda, talvez seja o caso de fazer apenas um texto breve para que os fatos recentes não passem desapercebidos.
A semana foi carregada de
forte comoção por conta da tragédia aérea com a Chapecoense, que continua tendo desdobramentos importantes, seja para reflexão das pessoas, seja para elucidação dos fatos, se é que isso ainda é importante diante da dimensão do ocorrido.
Não bastasse toda a comoção causada pela tragédia, ainda tem essa questão dos Dirigentes do Internacional fazendo declarações polêmicas.
Por partes:
Quanto ao Fernando Carvalho, sinceramente não acredito que falou por mal ao comparar a tragédia da Chape com a possibilidade de rebaixamento do Inter. Quem conhece o Fernando Carvalho, ainda que apenas publicamente, sabe se tratar de uma pessoa boa e o seu histórico de conquistas no futebol fala por si. Alguém irá dizer que ele tem habilidade pra lidar com malas multicoloridas pra incentivar um resultado aqui, outro ali para que o Inter alcance seus objetivos. Isso é outra história. Da minha parte, absolvo o Fernando Carvalho pela entrevista e entendo o pedido de desculpas. Foi infeliz na escolha das palavras.
Quanto a declaração dos jogadores, liderados pelo Alex, bom, eles são empregados do Clube Internacional e bem ou mal seguem uma tendência já mencionada por outros atletas de não seguir com os jogos. Certo ou errado, é outro julgamento, pois eles se limitaram a questionar a realização das partidas e não tocaram no assunto sobre o rebaixamento, caso não se realize a última rodada.
Por fim, o Presente Vitório Píffero. Este sim, independente de cores clubísticas (sou gremista) me parece que não foi bem nas suas declarações. Se por um lado fez couro ao entendimento de que as partidas finais não devem ser realizadas, por outro, tirou o corpo fora quando questionado sobre a condição de rebaixamento, dando a entender que se o campeonato não termina, o desfecho não poderia ser a consolidação das posições atuais da tabela, o que significaria a queda do Inter. Ora!! Se não é pra bancar o que diz e defende, que não diga, não defenda. Foi inconveniente e utilizou a tragédia a seu favor. Péssimo comportamento.
Saindo do futebol e indo para o ambiente político, este, já conturbado, nos presenteou com uma manobra do Legislativo de votar um texto esdrúxulo sobre regras contra a corrupção, cujo teor indica que o bandido passa a prender o juiz.
E a cereja do bolo foi o julgamento do STF que tornou Renan Calheiros réu. Esta sim um disparate, sem comentários. Não pelo fato de ter se tornado réu, mas sim por ter se tornado réu somente agora, quando já deveria estar preso a muito tempo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Atentados Terroristas na França

Novamente estamos estarrecidos com as notícias vindas da França sobre mais um atentado terrorista. Tenho um amigo que diz: “a humanidade não deu certo”. E sempre ouço o meu amigo fazer essa afirmação no início de cada ano, quando começa mais uma edição do Big Brother. Ele acha que o Big Brother é a materialização da tese que defende, ou seja, é a prova que a humanidade não deu certo.
Talvez o meu amigo esteja exagerando um pouco ao fundamentar com o Big Brother sua tese. Talvez. Mas começo a achar que ele tem razão. De fato há algo errado com a humanidade.
Hoje falamos das mortes na França, porque terrorismo dá IBOPE e queira ou não, a França é a França, uma potência mundial. E o terrorismo tem projeção mundial.
Mas o que quero dizer é que mais esse episódio de terrorismo só nos remete a refletir sobre o terrorismo nosso de cada dia: drogas, corrupção, fome, violência, epidemias, bactérias, guerras, desastres ambientais, isso só pra citar as mazelas mais comuns.

E triste é, constatar que todas elas são única e exclusivamente produzidas pelo homem, pela humanidade, aquela que o meu amigo afirma não ter dado certo. Que humanidade é essa?! Olha, acho que não deu certo mesmo.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Olimpíada no Brasil - nada a comemorar

A Olimpíada no Brasil se avizinha, dentro de poucos dias teremos a realização dos Jogos Olímpicos. Ainda lembro bem onde estava no dia 02 de outubro de 2009, quando a Rede Globo anunciou ao vivo a abertura do envelope que revelou a escolha do Brasil como país sede no então longínquo ano de 2016.
Na ocasião estava na companhia do colega e amigo, brilhante Advogado Paulo de Tarso Rotta Tedesco, aguardando por uma reunião no Ministério Público do Trabalho de Caxias do Sul. E lembro como se fosse hoje as palavras do Dr. Paulo: “legal, espero que o Brasil saiba fazer dessa escolha uma oportunidade pra melhorar a vida das pessoas”.
Como lhe é peculiar, o Paulo proferiu palavras simples, mas de grande sabedoria.  Viu ele, naquele anúncio festejado pelo então Presidente Lula, algo mais que a mera realização dos Jogos; projetou uma oportunidade de “melhorar a vida das pessoas”.
Lamentavelmente, chegamos à véspera dos Jogos sem que tivéssemos realizado o desejo do meu amigo. O que se vê, ao contrário do que ele rogou, é o alastramento do desemprego, da corrupção e da falta de esperança do nosso povo, frente às barbáries impostas pelos sucessivos mal feitos dos políticos.
Do sonho de dias melhores, chegamos aos dias atuais torcendo pro Juiz Sérgio Moro e não pelos nossos atletas olímpicos. Hoje, estamos mais interessados em saber os próximos lances da Operação Lava Jato do que os que serão protagonizados por atletas do mundo inteiro.

Vida que segue. Continuamos torcendo por dias melhores, que se não vieram e não virão com a Olimpíada, que venham pela punição dos corruptos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

As Sagas


Recentemente, em 26 de maio passado, comemoramos o décimo aniversário da Primeira Saga de Livramento. Lá se vão 10 anos. Pra quem lê assim, sem mais pormenores, talvez isso não diga nada, ou melhor, talvez nem saiba do que estou falando.
Pois bem, as Sagas de Livramento são viagens marcantes realizadas pela Equipe do Blog pra Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A Primeira Saga foi em maio de 2006 e a Segunda em outubro de 2010. Na primeira, eu, o Lazie, o Paulinho e o Gustavo. Na Segunda, eu o Lazie, o Paulinho e o Maicon. Ambas as viagens foram inesquecíveis, cada uma do seu jeito. A diferença da primeira pra segunda, é que o Gustavo foi substituído pelo Maicon. De resto, muitas risadas, muita diversão e compras, muitas compras, de eletrônicos à pele de jaguatirica. De whisky à alfajores.
Acesse os links abaixo e confira nossas Grandes Jornadas ao paraíso do consumo (I)rresponsável.

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