quarta-feira, 26 de abril de 2023

Chegadas e partidas!

Há alguns anos escrevi sobre o cachorro lá de casa, o Azeitona.
Falei sobre o incidente que deixou ele paralítico por alguns meses, do sufoco que foi o tratamento, das sessões de acupuntura que ele fazia... falei inclusive que ele teve intercursos consentidos com uma outra poodlezinha e que teve suas crias.
Pois bem... após quase 16 anos de parceria e amizade, o Azeitona nos deixou no ano passado. Saiu da vida para entrar na história, como diria Getúlio. Depois de 16 anos ele foi correr em gramados celestiais e possivelmente a essa hora, enquanto escrevo, Gabriel ou algum outro anjo está atirando para ele uma bolinha amarela.
Ainda hoje andamos pela casa olhando se ele não está andando ao nosso lado...
Ele nos faz uma falta imensa e sempre é lembrado com muito carinho.
Eu sei que não temos como impedir a ação do tempo, não temos como prever quem chega e que parte. Mas as chegadas são alegres...
No último sábado, 22 de abril de 2023, fez um ano que ele se foi... e como uma singela homenagem, plantamos ao lado dele uma belíssima oliveira. Espero que ela dê muitos frutos, e que as azeitonas dessa oliveira façam companhia ao nosso velho parceiro.




Voltando... Ou seguindo...

 Lá pelos idos de 2010 tivemos a brilhante ideia de criar esse singelo Blog.
Os escribas originais ainda são os mesmos, um pouco mais velhos, experientes, pais... mas ainda cheio de ideias para compartilhar.
Infelizmente, ou felizmente para os leitores, o tempo que nos dedicamos a escrita diminuiu com o passar dos anos, apesar de termos muito o que escrever e falar. Mas me apetece a ideia de escrever, contar estórias, tratar de temas gerais não tão bélicos (por isso evito futebol, política e religião). Falar de amenidades, manja?
Com o advento das redes sociais, escrever se tornou um ato de amor, principalmente por que nesse singelo espaço, não temos dancinha, musiquinha e outras inhas. O que torna essa tarefa um pouco mais complexa, porque as pessoas não leem mais. Os (arghhhh!) jovens, apesar de viverem grudados nos seus aparelhos celulares, querem ver vídeo e dancinha. Dão visibilidade e likes.
Como diria meu amigo Dezã, também escriba desta página, "cano enterrado não dá voto".
Então, voltando agora aos poucos a me dedicar a este espaço, não espero milhões de views e likes... e vou escrever sobre o que meu coração mandar.
Se quiserem aproveitar, faço muito gosto de companhia!


quinta-feira, 7 de maio de 2020

A história se repete: Sai a esposa inocente e entram os filhos não tão inocentes!


O Imperador Romano Júlio Cesar, cujo nome dá origem ao mês de julho, já viúvo da Cornélia que fora sua primeira esposa, casou-se com Pompeia Sula, ou apenas Pompeia para os íntimos. Essa Pompeia não é a da Loja, manja... essa é de antes de Cristo. Pois então, Cesar casou-se com a Pompéia láaaaaa nos anos de 67 ou 66 a.c., ou seja, há muito tempo. As bodas aconteceram antes que Cesar virasse Imperador Romano, pelos idos de 49 a.c. Mas bem, estou tergiversando.
Pompeia, como sói acontecer com os antigos romanos, gostava duma orgiazinha e resolveu criar um festival em homenagem a Boa Deusa (ou Bona Deusa, para os puristas), festival esse que não permitia que nenhum homem participasse. Mas, como também sói acontecer com romanos, havia um traidor dos costumes chamado Públio Clódio, que descumpriu as ordens de Pompeia e infiltrou-se disfarçado de mulher, com o claro e manifesto objetivo de regalar-se à farta com a anfitriã Pompeia. Mas qual o quê... foi pego no pulo. Assim que descoberto, foi levado à Cesar para ser processado.
O Públio, contando com ótimos defensores públicos (Rá), foi inocentado dos crimes, mas Cesar acabou divorciando-se de Pompeia, bradando de forma veemente:
- À mulher de Cesar não basta ser honesta. Tem que PARECER honesta!


Ou seja, o mais alto nome romano, sumo-sacerdote da religião estatal romana, divorciou-se de sua mulher porque ela estava sob suspeita. Tipo, a mulher não se refestelou com o invasor chafurdando na lama sexual da orgia. Pompeia inclusive acusou Públio e mandou prendê-lo pelo assédio. Mas Cesar, o grande Cesar, não aceitou que sua esposa estivesse implicada em um caso tão sórdido. Corta!
Brasil, ano 2020. Política, politicagem, polícia.
Uma família no poder, um homem de primeira instância e voz fina infiltrado, mensagem enigmáticas ou nem tanto trocadas em um aplicativo de mensagens, um diretor de polícia demitido, ministros do Supremo Tribunal advogando em causa própria. E a história se repete.
A família no poder tem contra si inúmeras acusações de participações em cousas escusas e na ânsia de contar com o apoio popular, o grão-mestre da família (que por coincidência é a mais alta patente da nação) traz para seu exército de asseclas um virtuoso juiz de primeira instância, coroado por ter colocado atrás das grades boa parte de uma quadrilha que assolava os cofres públicos, liderada por um Ali Babá bebum e 40 ladrões de estrelas vermelhas.
Pois bem, tal juiz acompanhou o grão-mestre durante período igual à gestação de uma morsa, e durante esse período adulou, bajulou, adjetivou e porque não dizer, puxa-sacou o grão-mestre, mantendo-se fiel até que lhe fosse conveniente. Mas tal como Brutos, o juiz de voz fina apunhalou o grão-mestre com facadas certeiras de whatsapp, vindo a público pedir sua exoneração do cargo que ocupava, deixando que a balança da justiça ficasse bamba.
E para surpresa geral, o juiz de voz fina guardou as mensagens que trocava com o grão-mestre, assim como Domitila de Castro guardou as cartas de Pedro I para jogar na cara de Leopoldina do Brasil as traições de seu amado. O grão-mestre traiu o povo??? Por qual motivo o ídolo das massas de manobra agiria com tal sordidez?????
Corre à boca pequena, que tal traição do grão-mestre se deu por razões de família, àquela que está no poder, com representantes em todas as casas políticas da capital da nação. O juiz de voz fina acusa o grão-mestre de interferência política no seu trabalho, a fim de livrar as fuças do filho 02 das ameaças da lei (ou filho 01, até mesmo o 03 -  só não é o 04 porque esse está sem tempo devido as suas aventuras sexuais no condomínio).
Diz o grão-mestre que não, que tudo não passa de mal-entendidos e que suas crias numeradas são tão puras quanto as virgens amazonas da Sarmácia.
Porém, como diria Cesar numa versão atualizada:
- À família do grão-mestre não basta ser honesta, tem que parecer honesta!
Ao fim, e ao cabo, tudo se torna politicagem e caso de polícia no país do futuro.
Por hora, um futuro sombrio!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Benzimento


Há tempos atrás tive um cobreiro, entre a ponta do nariz e o lábio superior. Se você não sabe o que é cobreiro, pode chamar de “mijada de aranha” que a ferida é a mesma.
Mas enfim, vamos ao cobreiro.
Busquei ajuda profissional e consultei uma médica, que gentilmente perguntou se eu era alérgico a algum tipo de medicamento. Prontamente, respondi que sim, era alérgico à penicilina. Obviamente levando em consideração esta afirmação, a profissional me receitou um medicamento QUE ERA À BASE DE PENICILINA. Resultado, minha cara ficou inchada e parecia que eu tinha um nariz de 12, cano cerrado, e um bico de pato.
Imediatamente consultei outro profissional que me mandou suspender o uso do medicamento e me receitou outro. Não curou, mas ao menos, reduziu o inchaço.
Aí meu amigo André, também conhecido por Dezã e também escrevente deste singelo blog, foi me visitar e vendo minha situação atípica, me disse sem pestanejar: vou te levar prá tu se benzer com o Náni (acento agudo no “a” e não acento circunflexo).
E fomos...
Chegando lá, estava o Náni sentado à sombra de uma frondosa árvore, que não lembro qual era, e simpaticamente nos recebeu. Notamos que ele levantou com dificuldade e então ele nos conta que tem um percalço noturno.
- O piá me trouxe um vinho mas não quis tomar, então tomei solito. Fui levantar de madrugada e caí em cima do penico... me quebrou as costela.
Triste...
Mas enfim, o Náni foi nos benzer. E ele benze com uma aliança, e essa aliança fica num pratinho, e este pratinho fica num altar, e neste altar tem a imagem de Nossa Senhora. Só que o Náni não achava a aliança dentro do pratinho, manja?
Eis que, não achando a aliança, o véio solta: PORCA MADONNA, ME ROUBARAM A ALIANÇA.
Mas a aliança estava lá escondidinha (é que ele não enxerga direito mesmo). E procurando um pouquinho mais ele conseguiu acha-la. Então, de posse da bendita aliança ele me benzeu.
Agradecemos o benzimento, deixamos um agrado monetário (que benzimento sem agrado não funciona) e saímos lépidos e faceiros.
Quando entramos no carro do Dezã eu falei:
- Alemão, tu viu que ele blasfemou com a santa antes de benzer?
Ao que o Dezã me responde:
- Sim rapaz, vi. Mas acho que antes do sinal da cruz a santa ainda não tá de serviço.
Como o Dezã conhece o Náni a mais tempo que eu, acredito nele. Até porque, o cobreiro melhorou mesmo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Us X Them - Entre o céu e o inferno


Tem uma coisa que está me deixando por deveras cansado: a lenga-lenga desse “nós contra eles” que se assola no Brasil.
Tudo é nós contra eles. Se gosto de banana e outro não gosta, eu não sou um bom sujeito, ou ele não é. Se sou torcedor de um time e alguém torce para o time rival, ou eu sou estúpido ou ele é. Notem, escrevi “time rival” e não “time inimigo”.
É constrangedor ver pessoas inteligentes, cultas e bem-educadas, perdendo a compostura por discussões sem sentido algum. Até ontem, as urnas eram democráticas, hoje não são mais. Até ontem, corruptos deveriam ser presos e responder de dentro da cadeia por seus crimes, como qualquer bandido. Hoje, não mais.
O mal só é mal quando vem do lado oposto ao meu. E isso, convenhamos, está chato, pois perde-se o respeito pelo ser humano.
As pessoas não SE escutam mais. Quando digo que não SE escutam mais, é porque não escutam sua própria voz ANTES de falar. E depois que falamos, foi-se o boi com a corda, pois precisamos justificar aquilo que foi dito de alguma maneira.
Quando me perguntam “porque tu não escreves sobre política, religião, futebol, etc.”, fico em dúvida se deveria ou não fazê-lo. Mas então surge a luz no meu cérebro que me sinaliza:

São assuntos demasiado grandes para que eu os debata, e demasiado pequenos para que eu os discuta.

Prefiro tratar de amenidades e ser feliz!!!!


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Extinção do Ministério do Trabalho


O Presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje que o Ministério do Trabalho será extinto e suas funções incorporadas a outra pasta.
É necessário que fique muito claro que as atividades realizadas serão mantidas, portanto, as funcionalidades atualmente sob a titularidade do MT, apenas serão alocadas em outra estrutura ministerial, ou melhor falando, num Ministério que não será o do Trabalho.
Particularmente sou contra.
Importante frisar que a minha contrariedade nada tem a ver com a retórica que já vem sendo externada por parte dos que também não concordam, de que a extinção do Ministério do Trabalho implicará num retrocesso da relação capital e trabalho, com perdas para o trabalhador.
Deixo claro também, que não concordo com boa parte da atuação do Ministério do Trabalho, ainda mais no que se refere às suas intervenções que muitas vezes inviabilizam os meios de produção que geram o desenvolvimento do país.
Ainda assim, discordo da medida.
O Ministério do Trabalho, a meu ver, não deve ser extinto, mas sim reformulado, repensado. Se é verdade que a sua extinção será no campo formal, com suas atribuições e atividades mantidas, essa é uma verdade incômoda, pois a atuação do MT como está, é deficitária e inadequada.
Entendo que seria mais interessante manter o Ministério do Trabalho e fazer mudanças profundas na sua forma de atuação de modo a torna-la mais moderna e adequada às atuais relações de trabalho.
E então sim, reformulado para uma atuação moderna e coerente, teríamos um autêntico Ministério do Trabalho, que, credenciado pela força do seu nome e sua institucionalidade, tornaria mais viável e legítimo o desafio de manter a boa vivência do capital e o trabalho.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As escolhas do Presidente


A decisão do Presidente Jair Bolsonaro de convidar Sérgio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública é completamente compreensível. A simbologia da escolha, aliada a incontestável competência do agora Ministro Moro, forma um conjunto virtuoso que nos leva a um otimismo natural.
Temos um Presidente eleito que tem se caracterizado pela objetividade, pela simplicidade e por escolhas teoricamente cirúrgicas do ponto de vista de adequação para formação do seu Ministério. Portanto, até o momento, nada a retocar, tudo saindo melhor que a encomenda.
E ao que tudo indica, o que vem pela frente são novas definições acertadas, o que nos dará tranquilidade quanto à composição do Executivo Nacional.
Após composta a escalação do time e após passado o frenesi pelo anúncio de cada novo nome, virá a realidade, a vida real. E o Congresso Nacional. E é aí que mora o perigo.
Temos, é verdade, um Congresso renovado, com diversos nomes do passado barrados nas urnas. Isso é muito bom para o novo governo que se instala.
Teremos também uma lua de mel no início do mandato, que se espera, seja a mais duradoura possível. E é aí que o Presidente terá que usar de toda a sua objetividade e simplicidade para aprovar medidas importantes e polêmicas, como as reformas da previdência e tributária, entre outros pontos nevrálgicos do cenário nacional.
Lembremos que algumas das propostas do novo governo demandarão maioria absoluta em ambas as casas do Congresso Nacional!!! E aí, em se tratando de Brasil, dificilmente será possível abrir mão da tradicional política do “toma lá dá cá”. E não porque o Presidente seja desonesto ou igual aos demais que já fizeram a mesma coisa. A questão aqui é matemática, ou faz alianças muitas vezes espúrias, ou simplesmente não governa. E, em não governando, perde força, perde popularidade, perde poder.
Por isso tenho dito que o momento é de apoiar as escolhas do Presidente e torcer para que sejam sempre muito bem acertadas, independente de cores partidárias, preferências ou ideologias.


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A bola pune


A direção e parte dos torcedores do Grêmio estão inconformados com a derrota frente ao River Plate na noite de ontem pelas semifinais da Libertadores e agora há a sinalização de ingresso com recurso junto a CONMEBOL, com objetivo de reverter o resultado de campo.
Particularmente, na condição de torcedor gremista, entendo que tal atitude não está a altura da história e das glórias do Grêmio.
É claro que em tempos que assistimos a justiça triunfar sobre os infratores das regras, testemunhar um ato de “malandragem” do treinador do River ao utilizar o rádio para se comunicar com o banco de reservas e no intervalo usar um disfarce para dirigir-se ao vestiário afim de dar orientação aos seu jogadores, de certa forma nos deixa um tanto decepcionados por perceber que, mesmo com a evolução da humanidade em termos de atitudes éticas, ainda ocorrem atitudes com a finalidade de obter vantagem indevida.
Por outro lado, a um dito popular que diz: “o cano não enferruja da noite para o dia”. É evidente que na temporada de 2018 o rendimento do time do Grêmio não é o mesmo de 2016 e 2017, quando provavelmente fatores extracampo, tão comuns ao futebol seriam superados pela qualidade do time. A verdade é que o Grêmio vem jogando mal, não é de hoje e nada de concreto foi feito para retomar a velha forma que nos trouxe alegrias no passado recente.
Portanto, valer-se de fatores ocorridos fora das quatro linhas para reverter uma situação criada dentro delas, me parece inadequado.
Que haja uma punição severa ao River que sirva de modelo para inibir novos acontecimentos. Se for a perda da vaga ou do título, que assim seja, mas que isso não seja convertido em prêmio para o perdedor, porque afinal de contas, ele perdeu.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Eleições: passado, presente e futuro



Encerramos uma manifestação da democracia no Brasil com o término do pleito eleitoral que levou Jair Bolsonaro à Presidência da República.
  • O passado ficou para trás no calendário, mas continua sendo analisado para a compreensão do presente e projeção do futuro.
  • O presente é de euforia em uma “certeza” de dias melhores, que há muito não se via na nação.
  • O futuro, bom, o futuro já não é mais como era antigamente. E é ele que nos interessa.

Pelo meu voto o futuro não ficaria nas mãos de nenhum dos dois candidatos finalistas. Mas agora está nas mãos do eleito e é por ele que devemos torcer.
O resultado das urnas deve ser respeitado por vencedores e vencidos.
Quem ganhou deve respeitar o resultado cumprindo o que prometeu, governando para o bem comum, portanto, também para quem escolheu outra opção.
Quem perdeu deve entender que o vencedor é legítimo, precisa governar e isso implica em colaboração, sem deixar de fazer a necessária oposição.
Respeitar o resultado das urnas significa saber ganhar e saber perder. E principalmente saber porque ganhou ou perdeu.
Na eleição passada o perdedor não soube perder e o ganhador não soube ganhar. 
O perdedor questionou o resultado, tropeçou nas próprias pernas e seu resultado foi desastroso. 
O ganhador não honrou os votos que recebeu e o que se vê é um fim de mandato – ou o que sobrou dele – dos mais melancólicos da história.
Enfim, estamos diante de uma oportunidade de fazer dar certo e cada um de nós pode dar sua contribuição, independente de cores partidárias, de preferências pessoais, da esquerda, da direita de Bolsonaro ou de Haddad.



terça-feira, 23 de outubro de 2018

Eleições X Opções II


Chegou a hora do segundo turno, aquele que definirá o próximo Presidente de Republica.
Retomo o assunto sem sequer trocar o título do post porque opções que tínhamos no primeiro turno são as mesmas do segundo, apenas necessitando de uma homologação prevista na lei.
Jamais pregaria o voto branco ou  nulo, pois votar, ainda que num país em que o voto é obrigatório, trata-se de um ato de cidadania, portanto, entendo que deve ser exercido na sua plenitude e isso implica em fazer uma escolha entre as opções possíveis.
Votar, num ou noutro candidato à presidência, entretanto, não será mero ato de cidadania, mas sim um esforço hercúleo contra uma ponta de vontade de anular o voto.
Votarei. Votarei sem convicção, num candidato que não gostaria de ver eleito. E isso vale para os dois concorrentes.
Vote você também, mas o faça de acordo com a sua consciência, não com a consciência das redes sociais, pois nelas há mais paixões perigosas do que a tão necessária razão que o momento requer.
Aliás, se alguém lesse esse texto, sugeriria que procurem ler os blogs e sites independentes que publiquem textos produzidos com alguma medida de razão e originalidade, ao invés de passar horas do seu dia curvando o pescoço nas redes sociais vendo o mero compartilhamentos de repetidas bobagens.
Bom voto a todos e que vença quem vencer.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Eleições X Opções


No próximo domingo o povo brasileiro vai às urnas para votar na eleição mais importante das últimas três décadas.
Em 1989 passamos por um momento parecido, quando tivemos a primeira eleição direta para Presidente da República, depois da redemocratização do Brasil.
Lamentavelmente, nesse período 30 anos que data do apagar das luzes da década de 80 até o momento atual, pouco mudou. E o que temos de novo, é pior do que era antes.
Se lá em 1989 pelo menos alimentávamos esperanças com a possibilidade de eleger o “caçador de marajás” ou o “operário” que ajudaria os pobres, hoje em dia estamos divididos entre a ameaça de retorno do regime militar e o plano orquestrado por um presidiário.
Não bastasse isso já ser trágico, no meio desses extremos, o que temos não dá nem pra dizer que o povo poderia escolher coisa melhor do que apontam as pesquisas: ora um candidato que promete tirar as pessoas do SPC, ora o que reprova a volta da CPMF, criada pelo seu próprio partido quando esteve no poder.
Não vou nem falar nos candidatos periféricos das pesquisas de intenção de voto, que vão desde milionários banqueiros, até aos que prometem estatizar as empresas privadas. Tem também um que passa o tempo todo gritando “glória Deus!!”
O cenário, portanto, caros leitores, é deprimente, assustador, de incertezas sobre o futuro e da certeza que o presente não aponta nada de promissor no horizonte.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

Eleições e Redes Sociais


As eleições estão chegando e o que se vê não é nada agradável. As redes sociais estão cheias de opiniões para todos os lados. Opiniões que não se sabe ao certo de quem, pois são compartilhamentos de alguém que disse, que viu, que filmou, que fotografou, que, enfim, fez aquilo chegar até nós.
Algumas poucas postagens carregam algum conteúdo aproveitável, enquanto a maioria são agressivas, cheias de ódio e de crença que a única via correta é aquela de quem postou, sendo as demais reprovadas com veemência, criticadas, descartadas.
A cada nova eleição as redes sociais assumem papel mais importante. As mudanças na legislação que estabelece o horário eleitoral no rádio e na TV fizeram a tradicional propaganda minguar, cedendo espaço para os novos meios de interação social.
Particularmente optei em não me manifestar; se o fizesse, faria através de uma opinião própria, escrevendo ou falando sobre o meu posicionamento. Mas definitivamente, isso não vale a pena, pois se fosse fazê-lo, certo ou errado, estaria eu sendo original, autêntico. E quem se importa com autenticidade ou originalidade?!
A era é do compartilhamento e não do pensamento, da reflexão, da produção própria de conteúdo. Pensar, refletir, produzir, dá trabalho. Compartilhar, não. Então, compartilha-se tudo aquilo que está mais ou menos afinado com o que defendemos, mas não refletimos sobre o que estamos compartilhando para avaliar se realmente estamos dispostos àquela exposição, se realmente estamos acometidos de todo aquele ódio, de toda aquela crença do que estamos compartilhando. Simplesmente compartilhamos porque aquilo está pronto.
E o fenômeno que decorre desse comportamento meramente reprodutor de algo feito sabe-se lá onde, por quem e em que circunstâncias, é a revelação de personalidades totalmente diferentes das que conhecemos na vida real.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A condenação de Zeca Camargo

Circula a notícia da condenação imposta ao jornalista Zeca Camargo a pagar indenização de 60 mil reais para a família e empresários do cantor Cristiano Araújo, morto vítima de acidente de carro em junho de 2015.

A juíza que julgou o caso, entendeu que Zeca Camargo foi desrespeitoso coma família do cantor ao publicar uma crônica que questionava os excessos de comoção e cobertura da mídia em torno do acidente que vitimou o cantor e sua namorada Allana Coelho.

A família e os empresários alegam que Zeca Camargo teria menosprezado o acontecimento ao questionar o quão ídolo e conhecido seria Cristiano Araújo, ao ponto de todas as emissoras de televisão – inclusive a Globo, onde trabalha – interromperem suas programações para noticiar o fato.

Não sou fã de Zeca Camargo, mas não concordo com a condenação.

É bem verdade que para a família que perde um ente querido, independentemente de ser famoso ou não, o sofrimento é irreparável e de difícil absorção. E nesse sentido, é compreensível que, profundamente machucados, os familiares ficam rigorosamente sensíveis e por certo se sentem agredidos com qualquer manifestação que diminua ou deprecie a figura daquele que partiu.

Daí a pleitear uma indenização porque um formador de opinião questionou os excessos midiáticos em cima do caso, tendo em vista que, de fato, não se tratava de um grande ídolo nacional, me parece exagero, cerceamento da livre manifestação e abertura de um precedente perigoso em tempos de exagerada ênfase ao politicamente correto, em detrimento da liberdade de exposição de pensamento.

É salutar que o Poder Judiciário esteja vigilante e puna atitudes discriminatórias e desrespeitosas sofridas pelas pessoas em todas as escalas. Mas vamos um pouco mais devagar. Está ficando demais. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O Julgamento de Lula - Opinião

Hoje ocorre no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, um dos maiores julgamentos da história do Judiciário brasileiro. 

Enquanto a defesa de Lula pede a absolvição alegando a falta de provas, o Ministério Público busca a confirmar a condenação de primeira instância, inclusive com aumento da pena.

Há até questionamentos sobre a celeridade do Poder Judiciário no julgamento do caso, vejam a que ponto chegamos.

O clima é de tensão em Porto Alegre. Ruas estão bloqueadas. Movimentos de ambos os lados se mobilizam, cada um do seu jeito e com as suas convicções políticas.

O resultado já é líquido e certo: a condenação de Lula. Basta saber se a pena será apenas mantida ou aumentada. Acho que aumenta.

Particularmente, acho que a decisão que irá confirmar ou aumentar a condenação pouco importa, ainda que no seu entorno haja uma grande simbologia.


A decisão condenatória que será prolatada, sem adentrar no mérito da robustez ou não das provas, virá dizer aos brasileiros que o Brasil está mudando. E se for verdade a afirmação de Lula que ele é o “ser humano mais honesto do mundo”, que então essa “condenação injusta”, sirva para mostrar que não basta ser honesto, tem que parecer honesto. E Lula não parece. 

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Algemaram o Sérgio Cabral. E daí?

A discussão é sobre o procedimento da Polícia Federal ao algemar e acorrentar o presidiário Sérgio Cabral quando da remoção do elemento de uma cadeia para outra.
Com todo respeito à imprensa que noticia o fato, entendo que isso não tem a menor importância, independente de uma Súmula do STF regulamentar o uso de algemas.
O procedimento da Polícia Federal me pareceu perfeito, pois se trata de um réu preso de alta periculosidade, que poderia tentar fuga e colocar vidas em risco durante a operação.
Ou alguém ousa dizer que o Sérgio Cabral não é um bandido perigoso?
Se um bandido que mata uma pessoa pode ser considerado perigoso, aquele que mata centenas nas filas dos hospitais, para citar apenas um exemplo, é menos ou mais bandido que o outro?
Onde está a maior ou a menor violência?
O que muda é o método de matar e o tamanho estrago feito, diga-se de passagem, imensamente maior no caso dos crimes praticados por Cabral. Mas não a violência!
Diz a defesa do réu condenado que a atitude foi “animalesca”. Talvez, mas não mais animalesca do que a maldade praticada por esse delinquente com o povo.
Então, diletos leitores, concordo plenamente com a Polícia Federal ao algemar e acorrentar um bandido durante uma operação determinada pela Justiça.
Não se trata do “olho por olho, dente por dente”. Definitivamente, não, pois nem de longe a suposta exposição do réu foi mais grave do que a exposição que ele causou ao povo ao roubar cifras inimagináveis.

E se a Justiça determinar seu retorno ao SPA do Rio de Janeiro, com presunto de Parma, TV 65 polegadas, entre outras regalias, que ao menos seja algemado e acorrentado. Como deve ser tratado um bandido perigoso.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O texto do Paulinho e os Smartphones

Dias atrás o Paulinho publicou esse texto aqui no blog. Como lhe é peculiar, fez uma abordagem inteligente e reflexiva, para ao final tecer sua crítica às chamadas Fake News, as falsas notícias que são publicadas, reproduzidas e compartilhadas nas redes sociais até o ponto de parecem verdadeiras.
O texto é simplesmente fantástico, se não acredita, CLIQUE AQUI.
E tem algo nesse texto que chamou demais a minha atenção. É quando ele diz: “interpretação de texto parece em falta no mercado”.
Sábias palavras!!
E iria além: interpretação de texto não parece em falta no mercado; ESTÁ em falta no mercado.
É aterrorizante observar o comportamento humano nas redes sociais. E mais aterrorizante ainda é observar o comportamento físico das pessoas com seus inseparáveis telefones celulares.
Para onde quer que se olhe, nas paradas de ônibus, nos restaurantes, no shopping, na fila do supermercado, enfim, em qualquer lugar que seja, lá estão as pessoas vidradas em seus Smartphones.
E fazendo o quê? Lendo esse texto é que não!!
Estão nas redes sociais “lendo” e multiplicando merd, digo, “conteúdo” de todo gênero. E pior: sem saber se é falso ou não, sem analisar se aquilo é relevante ou não.
Interpretar, como falou o Paulinho, nem de longe passa pela cabeça dos corcundas do Smartphone, afinal, interpretar é coisa do passado. Vivemos a era do compartilhamento, seja lá do que for.

Mas há algo de bom nisso tudo, sempre há: como ninguém lê nada direito, nem interpreta nada, por mais idiota que seja o “conteúdo” compartilhado, ele ficará só pulando de macaco em macaco, digo, de Smartphone em Smartphone, apenas criando confusão para quem não lê e sai compartilhando “coisas”. (sinônimo de coisas é isso mesmo que você está pensando).

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Tempos difíceis! Veritas ou Mendacium?

Dolus, aprendiz de feiticeiro do Titan Prometheus, aproveitou-se d’uma escapadela de seu coach e resolveu copiar uma de suas obras. Dito isto, aproveito para informar que acabei de usar um apóstrofo. Fecha parêntese!
Prometheus estava à criar Veritas, que era ninguém mais ninguém menos do que a Daemon da verdade e que regeria o comportamento dos homens, quando teve que ausentar-se de sua oficina para assuntos mundanos (talvez uma bebida com os amigos) deixando sua obra prima aos cuidados de seu aprendiz.
Dolus, muito do salafrário, resolveu copiar a obra de arte de seu mestre criando uma cópia idêntica de Veritas. Porém, para desconsolo de Dolus, faltou-lhe argila quando estava justamente terminando os pés de sua obra, gentilmente chamada de Mendacium, ou “A Mentira”.
Eis que no átimo de tempo necessário para buscar mais argila e regressar, Prometheus voltou da rua e achou interessante ter duas obras semelhantes, colocando as duas no forno para secar. Após terminar o processo da queima, Prometheus deu às duas o sopro da vida. Veritas, a verdade, então saiu caminhando graciosamente, enquanto Mendacium, a mentira, caminhava manquitolando por não ter os pés. Acho que foi daí que surgiu a história da mentira (Mendacium) ter perna curta.
Resultado de imagem para verdades e mentirasPensei na história das irmãs Veritas e Mendacium lendo alguns artigos nas redes sociais. 
As chamadas FakeNews (Fâique nius são notícias falsas, se tu não entende de inglês).
É deprimente como o ser humano é capaz de repassar histórias sem nenhum tipo de fundamente, sem ao menos conferir a veracidade dos fatos. Como diria o Lazi, nosso companheiro de blog, bastaria “dar um Google” para saber que a notícia é falsa. Ainda assim, as pessoas repassam e repassam links, páginas da web, falsas reportagens, como se fosse a verdade universal. É triste ver pessoas inteligentes não se darem sequer ao trabalho de pensar sobre aquilo que estão lendo e saírem disseminando o ódio dos outros.
Seja na política, no futebol ou nas artes, deveríamos ao menos nos dar o trabalho de interpretar aquilo que estamos lendo, mas interpretação de texto parece em falta no mercado.
Isso explica muito o mundo intolerante que vivemos.
Mas vem aí um novo ano... quem sabe nos tornemos mais interpretativos do que reativos...

Quem sabe!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um Drone em Congonhas – não tem jeito

As notícias do dia informam que ontem o aeroporto de Congonhas ficou fechado por duas horas, devido a presença de um drone na cabeceira da pista.
Aproximadamente 35 pousos precisaram ser desviados para Cumbica, Viracopos, Ribeirão Preto e até mesmo outros estados. Centenas de pessoas tiveram seus planos interrompidos, modificados, atrapalhados.
Entre essas centenas de pessoas, haviam médicos, pacientes, empresários, advogados, juízes, pessoas viajando a passeio, enfim, cada uma com suas demandas, seus problemas e soluções.
E aí, um drone, simplesmente atrapalha tudo e faz com que essas pessoas tenham que mudar seus planos. Isso sem contar nos custos para as empresas, para o sistema, enfim para todos os envolvidos, pois obviamente, o desvio de 35 voos, naturalmente envolve um custo financeiro importante.
Esse tipo de situação apenas confirma a situação deplorável do Brasil em termos estruturais, éticos, políticos, econômicos. Um país de dimensões continentais, precisa praticamente parar o seu principal aeroporto porque alguém decidiu sobrevoar a pista com um drone.
A Polícia Militar foi acionada, utilizou um helicóptero águia para sobrevoar a região na busca do (i)rresponsável por essa travessura, mas segundo ao site G1 ‘sem sucesso”.
Ou seja, não tem jeito, a única alternativa é orar e torcer que ninguém mais tenha a brilhante iniciativa de sobrevoar com drone os aeroportos brasileiros, ou então teremos que parar nossa malha aérea e esperar a saída desses objetos voadores quando seus operadores bem entenderem. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Reforma Trabalhista entra em vigor

A Reforma Trabalhista que entra em vigor neste sábado, 11 de novembro, altera pontos importantes da CLT que há longa data vinham sendo questionados devido à sua precariedade, seja pela dificuldade de cumpri-los, seja por estarem desatualizados, já que o texto original da Consolidação das Leis do Trabalho data do ano de 1943.
Analisando de forma geral e sem adentrar nos pormenores dos principais pontos da Reforma, percebe-se que a legislação ficou mais leve, prática e sintonizada com o momento que vivemos.
A meu ver, considerando o atual cenário econômico de sérias dificuldades para as empresas se manterem saudáveis no mercado gerando dividendos para os empresários e empregos para as pessoas, a Reforma vem em boa hora, pois desonera determinadas verbas trabalhistas, facilita procedimentos e flexibiliza regras da relação de emprego, o que seguramente irá encorajar as empresas a gerar mais postos de trabalho formais e outros meios absorção de mão de obra, reduzindo o flagelo do desemprego que assola boa parte dos brasileiros.
Além disso, regras relativas ao Processo Trabalhista foram modificadas, exigindo um pouco mais de cuidado por parte de quem demanda perante o Judiciário, evitando exageros nos pedidos sob pena de, no mínimo, ter que arcar com custas e honorários, caso não haja o reconhecimento das suas pretensões na decisão judicial.
Nesse particular, portanto, a Reforma veio corrigir anomalias frequentes na Justiça do Trabalho, por vezes palco de absurdos protagonizados por supostos direitos pleiteados sem qualquer fundamento fático.
A Reforma Trabalhista traz ainda o fim da contribuição sindical obrigatória, sendo este um dos seus pontos polêmicos. Aqui também me parece ter acertado a Nova Lei. Não tenho absolutamente nada contra os sindicatos, muito menos é finalidade deste post entrar nesse mérito. Penso apenas que obrigar o trabalhador a entregar parte do seu salário a quem quer que seja não é correto, sob pena de priva-lo da decisão sobre a destinação que dará do que auferiu com a força do seu trabalho.
Por fim, existem e não podem ser ignorados alguns pontos da Reforma que sugerem possíveis perdas de diretos por parte dos trabalhadores, notadamente com pontuais mudanças em regras de saúde e segurança no trabalho que, se manejadas de forma inadequada ou de má fé por parte de empresários mal-intencionados, poderão afetar de forma prejudicial da relação de emprego.
De modo geral, portanto, numa análise rápida e sem a pretensão de esgotar o assunto, a Reforma Trabalhista é positiva.

Resta esperar e torcer para que os seus desdobramentos, na prática, sejam os melhores possíveis e contribuam para melhorar a vida do sofrido povo brasileiro vítima de tantas injustiças, mas que na sua imensa maioria é ético, correto e de dotado de boa índole.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Momentos intrigantes. Eduardo Cunha não vai delatar

Quero falar de Política, para não dizer Politicalha, já que esta sim tem imperado no país. Noto um arrefecimento no cenário político dos últimos dias. Passada a votação da denúncia contra o Presidente, cujo resultado já era esperado, ao que parece estamos vivendo o começo de um final, ainda que um final provisório, uma pausa, uma trégua.
As notícias de Porto Alegre, de Curitiba, de Brasília, do Brasil, em geral nos trazem mais do mesmo: julgamentos pendentes, delações, acusações, negações e agora a (não) delação do Eduardo Cunha. Diz ele que não vai delatar.
Vou ficar com essa última. Bom, considerando se tratar do Eduardo Cunha e do fato que as delações andam de baixo para cima, ou seja, os criminosos menores têm suas penas reduzidas em troca de informações para condenar criminosos maiores, fico aqui pensando se ele teria muito, ou pouco a delatar já que se trata de um “bandido TOP”, portanto, ocupando cadeira entre os maiores.
Teria o ex deputado algo tão bombástico a delatar que não acabasse recaindo em mais e mais evidências sobre sua conduta delituosa?
E se a sua delação implicar na revelação de crimes dele próprio ainda desconhecidos?
Não esqueçamos, nem por um segundo, que estamos falando de um bandido da mais alta patente, por isso, tudo o que nossa “vã filosofia” possa imaginar será apenas suposições. Certamente outras dezenas de hipóteses podem ser ventiladas para explicar a (não) delação de Cunha.

E com toda certeza, nenhuma delas é porque ele se arrependeu pelo que fez e pretende cumprir integralmente sua pena para voltar ao convívio social recuperado.

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